TERRORES NOCTURNOS, o pesadelo dos pais

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Os terrores nocturnos ocorrem geralmente a partir dos 18 meses até cerca dos 2 anos de idade. O bebé (ou criança) chora, grita, transpira e, contrariamente aos pesadelos em que desperta, não está, de facto, acordado embora muitas vezes de olhos abertos e em posição sentada. Como não está acordado, não reage aos estímulos exteriores e mostra-se inconsolável e resistente as tentativas de acalmia dos pais, parecendo “em transe”. Os pesadelos atingem o seu auge pelos 2/3 anos de idade quando a imaginação está nos píncaros, mas a criança não tem ainda mecanismos para a processar.
Contrariamente aos pesadelos, os terrores noturnos não deixam memória e a criança não recorda imagens assustadoras ao acordar. É o pesadelo dos pais, que esses sim, não esquecem e são invadidos por um verdadeiro sentimento de impotência. O “pouco” que podem fazer não o é! Missão panda: mostrar-lhes que nem tudo é a preto e branco, abraçar os medos e alcochoar a noite…

Diana Costa Gomes, psicóloga clínica, licenciada pelo ISPA. Mestrado em Psicologia da Saúde e formação em Psicoterapia Cognitivo Comportamental pela APTCC. Tem desenvolvido trabalho em contexto institucional e clínico em diversas áreas da Psicologia. Mãe de gémeos e autora do blog “de barriga cheia”.

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