Eles também têm distúrbios alimentares

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Skinny Man measure his Waist on the White Background

Doenças como anorexia e bulimia são mais frequentes em mulheres, mas o sexo masculino também não escapa a estes transtornos, tendo inclusive desenvolvido duas novas doenças emocionais.

Há cada vez mais pessoas a lidar com os transtornos alimentares. E apesar de serem mais frequentes nas mulheres, também afectam os homens. Porém, os mesmos manifestam-se de formas diferentes consoante o género.

Segundo alguns estudos, estas patologias tendem a impactar nas mulheres por estas quererem ficar mais magras. Já nos homens, manifestam-se por quererem ficar mais musculados, tornando-se muitas vezes numa obsessão com efeitos muito negativos para a saúde.

Em ambos os casos, exige-se um tratamento adequado, pois a intensidade é igual.

Um estudo do International Journal of Eating Disorders dá conta dessa realidade. Ao analisar 14.981 participantes, os investigadores concluíram que 27,5% de homens jovens afirmam querer ganhar peso. Já entre as mulheres, este número cai para 4,9%.

No caso dos homens, além da anorexia (quando a pessoa tem uma visão tortuosa da sua imagem e, mesmo magra, se sente gorda e se priva de comer) e da bulimia (quando alguém come compulsivamente e, depois, com a consciência pesada, induz o vómito e/ou faz uso de laxantes e diuréticos), surgem mais dois transtornos: a vigorexia e a alcoorexia.

A vigorexia é também chamada de Transtorno Dismórfico Muscular e trata-se de uma preocupação excessiva com a forma física, mais especificamente em ter uma musculatura definida e hipertrofiada. Passar demasiado tempo no ginásio, treinar mesmo estando lesionado, comer de forma desordenada ou utilizar suplementos para ganho de massa de forma excessiva, são apenas alguns dos sintomas deste transtorno alimentar que afecta maioritariamente os homens.

Já a alcoorexia (também conhecida como drunkorexia) é um distúrbio relativamente recente que mistura a anorexia e problemas de alcoolismo. Nestes casos, os pacientes bebem antes de comer para relaxar ou para baixar a ansiedade por terem “ousado” fazer uma refeição. Há casos em que a pessoa passa o dia sem comer para compensar a ingestão calórica das bebidas na noite anterior. Também existem aqueles que bebem antes das refeições para despistar a fome.

Ambos os casos estão já a ser estudados por cientistas por forma a encontrar métodos de tratamento mais eficazes.

Quer se tratem de homens ou mulheres, a verdade é que os distúrbios alimentares têm estado a aumentar. Entre 2000-2006, 3,5% das pessoas enfrentavam o problema, mas no período de 2013-2018, o número dobrou para 7,8%.