Sono

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Cá por casa é assim todos os serões: Desligados TV, telemóvel e toda a espécie de aparelhos que se liguem à corrente para nos ligarmos à nossa! Neste momento, temos todos a mesma idade e o chão é todo nosso para o que der e vier: pistas de carros; tuneis de comboios; máquinas das obras; livros abertos.

Os bebés também acordam a meio da noite com “fome” de mãe e de pai, sabiam?!

Porque tão importante como se deitarem de barriga cheia, é acabarem o dia e adormecerem de coração cheio!

Acreditem que, desta forma, dificilmente recearão a separação e não criarão resistência à própria cama.

Não sou adepta do cosleeping. Desculpem-me os defensores desta prática.
Tradicional, velha guarda, old school se quiserem, mas tenho esta convicção teimosa de que as crianças devem aprender desde cedo que têm o seu espaço, assim como a mãe e o pai também o têm e que isso é uma coisa boa. Sim, é uma coisa boa sentir que a nossa cama é só nossa e, tal como o cartão do cidadão, pessoal e intransmissível.

É engraçado como aqui por casa os gémeos disputam tudo mas têm sobre a própria cama um sentimento de pertença tão forte que jamais se vislumbra sequer a hipótese de trocas ocasionais.
Mais, acredito que é organizador a criança acordar no mesmo espaço em que adormeceu.

Pensemos nisto quando o bebé/criança acorda durante a noite e a tendência imediata é levá-la para a nossa cama… Porém, também sou contra fundamentalismos e, com febre, deixamos cair a convicção e a doutrina e é um “saturday night fever“, dure o tempo que durar. Vale tudo: mãos na cara, pés na barriga, cabeça para os pés, pés para a cabeça… Polvo, canguru, koala… E mimo em barda…
Que este antibiótico não é como aquele que está no frigorífico, não tem dose nem horas certas…

POR: Diana Costa Gomes, psicóloga clínica, licenciada pelo ISPA. Mestrado em Psicologia da Saúde e formação em Psicoterapia Cognitivo Comportamental pela APTCC. Tem desenvolvido trabalho em contexto institucional e clínico em diversas áreas da Psicologia. Mãe de gémeos e autora do blog “de barriga cheia”.

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