Os benefícios do leite materno no sistema cardiovascular de prematuros

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Um novo estudo demonstra o efeito benéfico do consumo de leite materno na saúde e no desenvolvimento cardiovascular em bebés prematuros

A investigação foi liderada pelo professor Afif EL-Khuffash, clínico de Pediatria no RCSI e consultor Neonatologista no Rotunda Hospital em Dublin, em colaboração com investigadores da University of Oxford, Mount Sinai Hospital, Toronto, Northwestern University Feinberg School of Medicine, Washington University School of Medicine e Harvard Medical School, e partilhada pela Suavinex, marca defensora do aleitamento materno com soluções para este momento entre mãe e bebé. 

Segundo o estudo, crianças e adultos que nascem prematuros têm um risco mais elevado de distúrbios cardiovasculares, incluindo cardiopatia isquémica, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial pulmonar, e maior risco de falecer como resultado de uma doença cardíaca.

Os corações dos prematuros são conhecidos por terem características únicas como volume biventricular reduzido, com menor comprimento, função sistólica e diastólica mais baixa e aumento desproporcional de massa muscular.

Estes resultados são inerentes à função do coração, que é significativamente mais baixa do que nas crianças jovens saudáveis que nascem no tempo certo. Esta disfunção é detetável no hospital e persiste até/para além da adolescência.

O estudo foi feito com 80 bebés prematuros e demonstrou que uma maior exposição ao leite da própria mãe melhorou a função cardíaca quando têm 1 ano, com valores aproximados de bebés que nasceram em tempo normal.

Este estudo conclui que o consumo exclusivo de leite materno nos primeiros meses de vida está associado à normalização de algumas destas características.

Bebés prematuros amamentados especificamente com leite da sua mãe durante as primeiras semanas de vida, depois do parto, tiveram a função esquerda e direita do coração melhor desenvolvida, uma estrutura com pressão mais baixa nos pulmões e uma melhoria de resposta ventricular direita do coração ao stress, ao 1 ano de vida, comparado com bebés prematuros que tiveram maior contacto com leite de fórmula.

Estes resultados foram visíveis antes da alta do hospital e persistiram até 1 ano de idade (a duração do acompanhamento individual).

O professor EL-Khuffash diz: “este estudo estipula a primeira evidência de uma associação entre a nutrição precoce do crescimento pós-natal em bebés prematuros e a função cardíaca no primeiro ano de idade, e complementa os já conhecidos benefícios do leite materno nos bebés nascidos antes de tempo.

Os bebés prematuros têm uma função cardíaca atípica.

Contudo, os que são alimentados com leite da sua própria mãe demonstram uma recuperação da função cardíaca a níveis comparáveis com bebés saudáveis nascidos a termo certo. Bebés prematuros alimentados com fórmula não demonstram esta recuperação.”