OS BECAS FAZEM “FIXE” À ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

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De acordo com o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física 2015 – 2016, 17,3% e 7,7% das crianças até aos 10 anos apresentam pré-obesidade e obesidade, respetivamente

A obesidade é uma doença crónica multifactorial, caracterizada pela acumulação excessiva de gordura corporal que pode afetar negativamente a saúde.

Desta forma, uma intervenção ainda na infância é de extrema importância, de forma a evitar que a doença se estabeleça posteriormente na adolescência e na idade adulta.

As consequências da obesidade infantil vão além do impacto a nível fisiológico e da saúde física. É hoje sabido que a obesidade infantil pode ter repercussões psicológicas e sociais nas crianças.

A aceitação e a internalização do preconceito e a discriminação baseada no peso podem ter início ainda na infância, nomeadamente em contexto escolar e social, com consequente impacto negativo a nível da saúde mental.

A estigmatização, a dificuldade de aceitação da auto-imagem corporal, a ocorrência de bullying e potenciais sentimentos de inferioridade e de insucesso podem ter um impacto negativo na auto-estima e levar a dificuldades de socialização.

Neste sentido, importa combater o estigma e a discriminação baseada no peso. As crianças com excesso de peso e obesidade, à semelhança das crianças com peso adequado, devem ser amadas, valorizadas, respeitadas e tratadas com dignidade, devendo o foco ser dirigido para a sua saúde e para a melhoria da sua relação com a comida e com o seu corpo.

Os Becas ajudam na passagem desta mensagem, mostrando com exemplos reais que comer bem é bom, permitindo uma vida mais leve e saudável.