Oceanário de Lisboa com entradas mais baratas todas as terças-feiras

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Até ao dia 23 de novembro deste ano, o Oceanário de Lisboa tem a decorrer a campanha Happy Day, que consiste em preços especiais nas entradas, todas as terças-feiras, desde que a compra seja feita na bilheteira online

Dez euros é quanto custa o bilhete nesta campanha Happy Day do Oceanário de Lisboa, válido para todas as terças-feiras até 23 de novembro e exclusivo para compra online. Uma oportunidade para que os mais pequenos (recorde-se que crianças até aos 3 anos não pagam), e não só, “mergulhem” no maravilhoso mundo dos oceanos instalado em pleno Parque das Nações, em Lisboa. 

Ali, os visitantes encontram um grande aquário central, com 5 milhões de litros de água salgada. Quatro habitats marinhos recriam o cenário de um só oceano, com os animais que os habitam a serem as grandes estrelas.

Tubarões, raias, lontras-marinhas, passando pelos pinguins e centenas de outras espécies, fazem as delícias de quem lá passa para ficar a conhecer melhor o mundo dos mares e de quem os habita.

A visita desenrola-se em dois níveis, o terrestre e o subaquático, atravessando as águas temperadas, tropicais e frias dos diferentes oceanos do planeta.

Além disso, o bilhete dá acesso a todas as exposições patentes no Oceanário de Lisboa, sendo que neste momento estão duas a decorrer. 

A exposição temporária “Florestas Submersas by Takashi Amano”, apresenta as florestas tropicais através de um deslumbrante aquário.

As florestas tropicais são dos habitats mais ricos e diversos da Terra. Apesar de ocuparem menos de seis por cento da superfície do planeta, mais de metade da biodiversidade existente vive nestas áreas de floresta pristina, ainda intocadas e intangíveis para a maioria. Apesar da sua importância ecológica, estes habitats são, provavelmente, dos mais ameaçados do mundo.

Com o objetivo de reforçar o compromisso do Oceanário de Lisboa para a conservação da natureza e educação ambiental, a nova exposição apresenta o mundo natural através de uma perspetiva especial – um ambiente único onde a arte se funde magistralmente com a natureza das florestas tropicais, onde o visitante é levado para o mundo das sensações e emoções e extraviado do seu quotidiano para um universo precioso que o transporta para as origens da vida.

Uma experiência que estimula os sentidos através do cheiro e dos sons da floresta. No entanto, a exaltação vem com a visão da “joia” criada por Takashi Amano, acompanhada da emoção de ouvir a música original, criada pelo músico e compositor Rodrigo Leão. A peça principal desta exposição nasce do convite ao mais famoso “aquascaper”, Takashi Amano, para criar o maior “nature aquarium” do mundo, com 40 metros de comprimento e 160 mil litros de água doce.

A interpretação artística de Takashi Amano destes mágicos e misteriosos ecossistemas oferecem aos visitantes uma experiência de contemplação, relaxamento, quietude e simplicidade, motivando-os a descobrir a natureza esculpida pelo tempo, envelhecida de forma natural e bela, como se mais de cem anos tivessem passado pelo cenário criado.

Takashi Amano introduziu as técnicas de jardinagem japonesas e o conceito “wabi sabi” no design de aquários plantados, conhecidos por “nature aquariums”. A sua obra revela a beleza da (im)perfeição, através da recriação de florestas tropicais, levando os visitantes a viver uma experiência inimaginável.

Factos relevantes sobre a exposição:

  • Aquário com 160 m3 de volume, em forma de “U”, com 40m de comprimento, 2,5m de largura e 1.45m de altura
  • O layout do aquário integra 12 toneladas de areia, 25 toneladas de rocha vulcânica e 78 troncos de árvores
  • 40 espécies de peixes tropicais de água doce
  • 46 espécies de plantas aquáticas
  • O maior “nature aquarium” do mundo alguma vez criado por Takashi Amano
  • Primeiro aquário no Oceanário de Lisboa, com assinatura de autor
  • 3.3 milhões de pessoas já visitaram a exposição desde a inauguração

A outra exposição que pode ser visitada é “ONE, O Mar como nunca o sentiu”.

O mar sentido através de uma experiência imersiva, é o objetivo do Oceanário de Lisboa com a nova obra exclusiva. Esta instalação artística retrata a ligação profunda do Homem com o mar e invoca a grandiosidade do oceano.

Para João Falcato, administrador do Oceanário de Lisboa, “pretendemos, com esta obra, inspirar orgulho pelos magníficos seres que habitam o oceano, em Portugal. Expor uma obra de arte única, digna de qualquer grande museu internacional, é inesperado e irá surpreender quem nos visitar. Esperamos proporcionar uma experiência inédita e incutir um sentimento de admiração e responsabilidade pela preservação deste mundo subaquático magnífico.»

O desafio foi apresentado à diretora artística e realizadora, Maya de Almeida Araújo. Especialista em fotografia subaquática em movimento, há duas décadas que se dedica a trabalhar o elemento humano integrado no elemento água. Residente em Londres, a artista já expos em diversos países e o seu trabalho está presente em diversas coleções públicas e privadas. Expõe pela primeira vez em Portugal.

Factos relevantes sobre a exposição:

  • Todas as imagens foram realizadas em território marítimo português, entre Portugal Continental, Açores e Madeira
  • 8 meses de filmagens
  • Imagens subaquáticas realizadas maioritariamente em apneia, excepto nos mergulhos com tubarões e mantas
  • 11 equipas de filmagens diferentes (incluindo equipas de drones)
  • 6 embarcações (1 catamarã, 1 barco de pesca, 2 semirigidos, 1 caiaque e 1 submarino)
  • 42 participantes, desde pescadores, artistas plásticos, surfistas e profissionais de mergulho livre
  • Pós-produção com recurso a Inteligência Artificial com o objetivo de se criar movimentos que de outra forma seria impossível

Maya de Almeida Araújo é realizadora e diretora artística especializada em fotografia subaquática em movimento. Licenciada em Biologia pela Imperial College, tem mestrado em fotografia e duas décadas de experiência a captar movimento em ambientes aquáticos.

As suas imagens são o resultado de um verdadeiro sentimento de admiração pela energia do mundo natural, onde as possibilidades criativas são ilimitadas.


A fotografia subaquática de que é autora tem sido descrita como íntima, etérea e mística. Trabalha em ambiente natural e em piscinas construídas à medida, equipadas com luzes de estúdio de alta potência.


Maya de Almeida Araújo foi pioneira na utilização de técnicas de iluminação estroboscópica subaquática para capturar imagens de bailarinos em diferentes estágios de movimento, bem visível no seu projeto “Underwater Dance Series”.