O regresso a tudo após a pandemia

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Smiling beautiful girl and her handsome boyfriend in casual summer clothes. Happy family taking selfie self portrait of themselves on smartphone camera. Having fun on the street background

Atividades físicas, saídas, namoros… os jovens devem estar preparados para regressarem à “vida” após um período com fortes condicionamentos em que as relações se fizeram mais à distância. Os caminhos podem ser dois: ou agirem com cautela ou querem recuperar o tempo perdido

Chegou a hora de largarem os ecrãs, as relações à distância e voltarem a relacionar-se cara a cara.

Na adolescência, este momento de regresso à “vida” após as restrições impostas pela pandemia covid-19 pode trazer alguma angústia, ansiedade, inseguranças, frustrações, mas também alguma euforia, na lógica de quererem recuperar o tempo perdido e podendo assim cometer alguns excessos ou levando a comportamentos de risco ou desajustados. 

Os progenitores devem, por isso, manter-se vigilantes e atentos aos sinais do que poderá suceder neste voltar à normalidade. Há quem defenda que as relações interpessoais nunca mais voltarão a ser as mesmas após este distanciamento social a que todos fomos obrigados a cumprir, mas há quem acredite que, atingida a imunidade, tudo volte a ser como dantes. 

As aplicações de encontros ganharam bastantes visitantes durante o confinamento e uma delas, a Hinge, quis perceber como se preveem os namoros pós-pandemia. 

Segundo o estudo, muitos jovens adultos sofrerão com um problema a que chamaram de chamado “Fear of dating again”, que em tradução livre significa “Medo de voltar a namorar”.

Nesta investigação conclui-se que neste período os relacionamentos serão mais complicados, seja pelo medo de contrair a doença ou pela falta de prática no ato da sedução, apesar de alguns dos inquiridos defenderem que essa é uma “arte” natural e que não se esquece. 

Logan Ury, diretor de ciência dos relacionamentos do Hinge, afirmou que partilhar o sentimento de nervosismo com o futuro parceiro tende a tornar as coisas mais leves e relaxadas. “Não se preocupe se não sentir aquele clique inicial com alguém logo no primeiro encontro. Algumas das melhores conexões vêm com o tempo”, completou Ury.

O regresso à atividade desportiva

Já no que diz respeito ao regresso à atividade física, têm sido vários os conselhos de médicos para que os possíveis efeitos do coronavírus no sistema respiratório e, principalmente, no coração não tragam problemas. Assim, uma das principais recomendações passa por se fazer uma avaliação prévia com um especialista no sentido de se perceber se o adolescente está apto para a prática de exercício físico e para qualquer modalidade. Um ecocardiograma deve estar incluído nos exames a realizar.

Mesmo com o aval médico, o regresso deve ser feito de forma gradual. Aliás, a Organização Mundial de Saúde recomenda pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos leves e moderados por semana ou 75 minutos de atividade intensa. E duas sessões de treino de força.

Os adolescentes que tiveram covid com sintomas moderados ou graves, devem ser novamente vistos pelo seu médico 60 dias após o regresso à atividade física, sendo que os jovens nunca deverão menosprezar os próprios sinais do corpo. Se sentirem palpitações, falta de ar, ou cansaço fora do habitual, algo está mal. E estas recomendações são válidas mesmo para quem teve covid com sintomas ligeiros.