O que devo comer?

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A mulher grávida não deve comer por dois, mas alimentar-se de forma equilibrada pensando nos nutrientes essenciais ao bom desenvolvimento do feto. A palavra de ordem é qualidade e não quantidade. 

A alimentação tem um papel fundamental em todas as fases das nossas vidas. Na gravidez, assume um papel ainda mais importante, pois a mulher está a gerar um novo ser e este precisa dos nutrientes certos para um bom desenvolvimento e uma vida saudável. 

Além disso, uma alimentação acertada vai fazer com que a gestante evite eventuais problemas decorrentes desta fase, como a diabetes ou a hipertensão gestacional. 

É certo que, regra geral, e passada a fase dos enjoos, o apetite tende a aumentar, mas a desculpa de ter de comer pelos dois não é válida. O que interessa é a qualidade dos alimentos que se ingerem, até porque a mulher só deve aumentar o consumo em cerca de 200 calorias após o segundo trimestre.

A grávida nunca deve ficar mais de três horas sem comer e os especialistas recomendam uma alimentação bastante variada e colorida, incluindo seis porções diárias de pães e cereais, de preferência integrais, cinco de frutas e três a quatro porções de legumes. Além disso, é importante a ingestão de carnes, leite e derivados, para assim obter os mais variados minerais e vitaminas. Não se esqueça de beber pelo menos dois litros de água por dia.

Será sempre importante o acompanhamento de um médico ou nutricionista, até porque cada mulher apresenta as suas necessidades específicas, mas deixamos alguns alimentos que são benéficos para a mãe e para o bebé. 

Couves, espinafres ou brócolos

O ácido fólico, um tipo de vitamina B, pode ser encontrado nestes alimentos. O ácido fólico não é produzido pelo organismo e só pode ser obtido através da alimentação. A deficiência deste nutriente durante a gestação pode provocar alguns problemas no feto, nomeadamente de formação neurológica. O ácido fólico pode também ser encontrado em frutas como a laranja, o morango ou a banana.

Leite e derivados

O cálcio está relacionado com a boa formação de ossos e dentes do bebé. Por isso, o leite e seus derivados, que são ricos nesse mineral, são indicações importantes. A ingestão recomendada para gestantes é de três a quatro copos de leite por dia. Além disso, as couves e os brócolos também são uma boa fonte de cálcio. Há ainda o agrião, o feijão e produtos à base de soja, como o tofu.

Proteínas

Carnes e ovos são ingredientes importantes na dieta das grávidas. Isso porque são fontes de proteínas, fundamentais para a produção das células e dos tecidos novos da mãe e do bebé. A recomendação diária é de 60 gramas. Para as gestantes que não comem carne, será importante compensar com vitamina B12. Feijão, ervilhas, grão-de-bico, nozes, leite e derivados também são boas fontes de proteínas. 

Carboidratos

Os carboidratos fornecem as calorias adicionais de que a grávida precisa. Em quantidades adequadas contribuem para o equilíbrio da utilização de fonte de energia que o corpo precisa. Pães, cereais, arroz, massas, batata e frutas são boas fontes de carboidratos para ajudar nesta tarefa. É importante, no entanto, optar pelas versões integrais, uma vez que mantêm as propriedades nutricionais e as fibras, que ajudam ao bom funcionamento dos intestinos.

Feijão e lentilhas 

Fontes de ferro, as leguminosas evitam a anemia durante a gravidez – e por consequência, complicações no parto. O ideal é que a gestante consuma, diariamente, cerca de 30 mg de ferro. O nutriente também pode ser encontrado em vegetais de folhas verdes. A ingestão de vitamina C ajuda na absorção do ferro. Por isso, os citrinos e o tomate são uma boa escolha.