Nestlé promove Master Class sobre nutrição infantil

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É cada vez mais importante que uma alimentação saudável aconteça desde os primeiros anos de vida. A pensar nisso, e para que os profissionais de saúde consigam responder de forma mais acertada às muitas dúvidas que os pais ainda têm sobre alimentação e nutrição do bebé, a marca partilhou alguns dos seus conhecimentos científicos sobre esta matéria.

O Nestlé Nutrition Institute, organização dedicada à investigação científica organizou uma Master Class sobre Nutrição Infantil destinada a profissionais de saúde, nomeadamente internos de pediatria. A este propósito falámos com a nutricionista Helena Canário, representante do Nestlé Nutrition Institute em Portugal e Medical Scientific Relations manager da Nestlé Infant Nutrition.

Como surgiu a ideia de se fazerem estas Master Classes?

A ideia desta Master Class surge com um objetivo de partilhar ciência e neste caso, em particular, ciência da nutrição já que é uma das falhas no curriculum de medicina. Os internos de pediatria, futuros pediatras, precisam de se atualizar nestes tópicos. Assim ,estas Nutrition Master Class são dirigidas aos internos de pediatria com o objetivo de partilha científica na área da nutrição. São formações gratuitas. Um aspeto curioso é que grande parte destes palestrantes foram no passado internos que participaram nas nossas formações. Isso é muito gratificante. Agora são eles que colocam o seu saber e experiência ao serviço dos novos colegas. Enquanto representante do Nestlé Nutrition Institute em Portugal congratulo-me e louvo todas estas iniciativas que apenas se resumem a: Ciência para melhor nutrição!

Qual a duração?

Neste caso a duração foi de um dia, equivalente a 7h30 e com uma avaliação final.

Os pais têm muitas dúvidas que partilham com os pediatras?

Sim, os pais têm muitas dúvidas e questionam com muita frequência os pediatras com temas relacionados com leite materno, as fórmulas infantis, as cólicas, obstipação, a introdução dos alimentos sólidos, entre outros temas. O Nestlé Nutrition Institute, organização non profit, dedicada à investigação e evidências científicas, sempre se preocupou com estes temas e sempre procurou organizar formatos de reuniões que se ajustassem às necessidades destes e de outros profissionais de saúde. No passado tivemos formações excelentes, muito pertinentes e de elevadíssima qualidade, mas também com um cariz exclusivamente teórico. Este ano procurámos um tipo de formação com uma vertente prática, o que também faz muito sentido.  O feedback foi muito positivo.

Quais são as dúvidas mais comuns?

As dúvidas são muitas, mas eu diria que tudo o que envolve a nutrição e alimentação, bem como a qualidade de vida do bebé, serão as mais frequentes. De que modo é que a nutrição e a alimentação do bebé podem impactar a saúde futura? Quais são os principais fatores de risco e que podem programar no mau sentido?  Quais são os primeiros alimentos a introduzir na alimentação do bebé? Qual a ordem mais correta ou sensata? Quais as evidências científicas recentes que demonstram os benefícios ou riscos que algumas práticas de alimentação? Como lidar com as novas tendências em alimentação infantil?

Ter noções básicas da nutrição infantil é essencial para um melhor desenvolvimento dos filhos?

Eu diria que sim. Mas acima de tudo os pediatras precisam mesmo de ter noções muito claras sobre nutrição e alimentação, uma vez que tudo o que o bebé ingere nos primeiros 1000 dias de vida poderá impactar negativa ou positivamente o seu futuro em termos de saúde. É durante este período que as bases de uma saúde futura se constroem. Por exemplo, é fundamental sabermos que um excesso de proteína consumida nesta fase vai ter impacto na atividade adipogénica (provocará uma aceleração no crescimento do lactente) e com consequências futuras de sobrepeso e obesidade infantil. Para que os pais tenham estas noções presentes também necessitamos de pediatras melhor informados.

O mercado atual já tem respostas à altura para as necessidades nutricionais dos mais novos?

O melhor alimento que pode existir é o leite materno. Mas claramente, quando não é possível, existem atualmente no mercado fórmulas infantis que beneficiam de investigação de ponta e que são substitutos de leite materno altamente seguros do ponto de vista nutricional.

Pode enumerar alguns conselhos para uma alimentação saudável nos primeiros meses de vida?

Promoção do leite materno sempre que possível. Recomenda-se que se faça leite materno pelos primeiros 6 meses de vida em exclusivo, devendo prolongar-se tanto quanto possível para além desta fase. Na sua ausência recomendam-se fórmulas infantis com valor de proteína: 1,8 (primeiros 6 meses); 1,7 (no segundo semestre) e 1,5 g/100 kcal (acima dos 12 meses) para que deste modo possa ser respeitado o dinamismo e valores médios do leite materno durante o primeiro ano de vida. A introdução dos alimentos sólidos deve ser feita de forma gradual por volta dos 5,6 meses, sendo que o lactente está preparado para este momento e introduzir a sopa, a papa, a fruta, a carne, o peixe, as leguminosas, o ovo. Ter sempre em conta que quanto maior o número de exposição a um sabor maior a probabilidade de aceitação, pelo que não vale desistir facilmente. É importante por isso insistir e persistir em cada novo sabor apresentado ao lactente.

A investigação tem sido importante para melhorar esta área?

A investigação é sempre muito importante em todas as áreas. Quanto melhor documentados estivermos, melhores produtos podemos desenvolver, melhores práticas podemos desenvolver e treinar. Na verdade, a diversificação alimentar não tem regras únicas nem verdades absolutas. Depende de muitos fatores, nutricionais, culturais e sociais. Teremos sempre de adaptar caso a caso, família a família.