Microbioma e saúde ginecologica

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Recentemente ficou a valorizar-se a presença de uma micropopulação (bacteriana, viral, …) vivendo em harmonia dentro do corpo humano.

Essa população ficou conhecida como Microbioma ou Microbiota, e é essencial para a saúde do individuo onde ela habita.

Para termos uma noção da dimensão deste microbioma se hipoteticamente o conseguíssemos eliminar do nosso organismo perderíamos primeiro 2 a 3 quilos de peso, mas infelizmente a seguir perderíamos a vida.

Esta micropopulação é fruto dos milhões de anos de evolução e seleção adaptativa de cada espécie, pelo que é especifica de cada uma, e dentro dela de cada individuo.

O microbioma total de cada ser é compartimentado pelos vários órgãos e sistemas com especificidade para cada um.

Assim microbioma intestinal essencial parasse se manter saudável, passa a patológico se for transportado para outro sistema do mesmo ser (Bacterias intestinais se passam para vagina ou uretra produzem infecção séria).

Pode parecer à primeira vista estranho, mas este microbioma é essencial para a reprodução.

Assim como neste processo participam dois indivíduos os respectivos microbiomas tem de se adaptar reciprocamente par permitir a fecundação e consequente evolução do terceiro individuo – o embrião.

Em termos clínicos costumo dizer que aquando de uma nova relação que não só as respectivas personalidades se estão a adptar como os respectivos microbiomas também, pois é comum no incioi múltiplas infeções, que com a continuação da relação desaparecem (equilíbrio dos microbiosas ou Eubiose).

Este é um assunto recente, mas fascinante pois as implicações são múltiplas, por ex. até em Medicina Forense os cadáveres podem ser identificados pelo microbioma – corresponde assim a outro tipo de impressão digital do individuo.

Por: Dr. António Vale Quaresma_ Ginecologista/ Obstetra/Infertilidade