Maioria dos homens não usa protector solar 

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Serious man buried in sand, stuck head in lifebuoy, spends free time at beach, poses over blue sea, surrounded with toys and suncreen bottle, has damaged skin from sun. Hello summer holidays

Os autores de um estudo recentemente realizado referem que os médicos podem desempenhar um papel fundamental na educação dos seus pacientes do sexo masculino sobre a importância dos cuidados diários com a pele.  

Os homens precisam ainda de ser muito sensibilizados quanto à importância do uso diário de proteção solar.

Num artigo recentemente publicado no Journal of Drugs in Dermatology conclui-se que, embora os homens tenham maior probabilidade do que as mulheres de desenvolver cancro de pele, a maioria resiste ao uso diário de protector solar. Segundo os resultados, 83% dos inquiridos não o utilizam diariamente e apenas cerca de um terço relatou usar protetor solar semanalmente.

Os investigadores descobriram que os rendimentos e a etnia estavam associados a esta decisão. Homens que ganhavam mais de 100 mil libras por ano eram mais propensos a usar protetor solar regularmente do que aqueles que ganhavam entre 40.000 e 50.000 por ano.

Os pesquisadores realizaram uma pesquisa online transversal para examinar os comportamentos e motivações dos homens para o uso regular de protetor solar, bem como as preferências de características do produto que podem impactar o uso regular.

Os 705 participantes foram recrutados por meio do Amazon Mechanical Turk (MTurk), um mercado de pesquisa e coleta de dados online comumente usado.

Demograficamente, 69% dos participantes relataram que eram brancos, 17% relataram que eram negros e 16% hispânicos. Mais de três quartos (78%) assumiram-se heterossexuais e 22% gays ou bissexuais. Cerca de dois terços (69%) possuíam um diploma de bacharelato ou ensino superior, 20% disseram ganhar entre 40 mil e 49 mil libras por ano, e 22% ganhavam mais de 100 mil neste período. Mais da metade (59%) tinha um rendimento entre 50.000 e 100.000 em 12 meses.

Assim, e segundo os resultados, homens que ganhavam mais de 100 mil libras por ano eram mais propensos a usar protetor solar regularmente do que aqueles que ganhavam entre 40 mil e 50 mil.

“Além disso, os homens brancos não relataram maior frequência de uso do protetor solar pelo menos uma vez por semana do que aqueles que relataram ser negros. E os homens que relataram ser hispânicos ou latinos tinham menos probabilidade do que outras etnias de usar protetor solar pelo menos uma vez por semana”, explica um dos investigadores.

Mesmo assim, 82% dos homens explicaram que usavam protetor como prevenção para o cancro de pele, enquanto menos da metade disse que sua motivação seria parecer mais jovem. Segundo a pesquisa, as características mais importantes num produto de proteção solar incluíam ser hidratante e não irritante. “O principal impedimento para o uso de um produto era que ele era muito oleoso”, explica o mesmo investigador. 

Os autores relatam que os médicos podem desempenhar um papel fundamental na educação dos seus pacientes do sexo masculino sobre o uso de filtro solar, enfatizando a simplicidade do seu papel na rotina diária de cuidados com a pele.

Os autores desta investigação recordam que, apesar da principal cauda do melanoma ser genética, a exposição solar também influencia o aparecimento da doença – principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB e IR (infravermelho).

Assim, os protectores solares devem ser usados diariamente e independentemente da estação do ano. Regra geral, há um grande problema em relação aos melanomas no sexo masculino. Além de descurarem mais na prevenção, descobrem o cancro de pele num estágio  muito avançado, dificultando o seu tratamento.