Jovens Campeões dão a volta à maior competição de sempre

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Habituados a treinar muitas horas por dia,

estes atletas federados em diferentes modalidades viram-se de um momento para o outro fora dos treinos devido ao surto mundial de covid 19.
Apesar de todas as dificuldades e tristezas no período de confinamento, não baixaram os braços e relatam nesta reportagem como conseguiram manter-se campeões fora dos campos e dos ringues.

Quem corre por gosto não cansa. O ditado popular é o mais certeiro para descrever o empenho que muitos atletas de competição mantiveram no período de confinamento face à pandemia.

Recorrendo a todas as ferramentas que tinham à mão, não se deixaram afundar dentro das quatro paredes de casa e encontraram forma de manterem a atividade desportiva para um regresso em grande.

Beatriz (9 anos) Ginástica Rítmica

Enquanto o irmão mais velho praticava judo no Clube Recreativo Charnequence, Beatriz, então com apenas quatro anos, ficava a assistir às manobras de defesa que ali se faziam, mas pelo canto do olho ia espreitando com curiosidade as aulas de ginástica que decorriam mesmo ao lado. Quando chegou a altura de poder escolher uma atividade desportiva extracurricular, não hesitou e pediu para os pais a inscreverem em ginástica rítmica.

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Sá (16 anos) Basquetebol

Desde miúdo, os intervalos na escola eram passados a jogar basquetebol. A paixão era tanta que, com apenas 9 anos, Afonso Costa começou a treinar a modalidade. Atualmente está com 16 anos e é atleta federado a jogar no Clube Atlético de Queluz – CAQ, no escalão de SUB 18. No seu percurso, há um momento que não esquece: “entrei nesta “casa” em SUB 16, e nesse ano fomos campeões nacionais, uma das melhores conquistas que um jogador pode ter”.

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Daniela (16 anos) Guarda-Redes

Chama-se Daniela Santos e com apenas 16 anos é federada em futebol, joga na posição de guarda-redes há três anos e é treinadora de guarda-redes há quatro. A culpa? Da excelente prestação de Rui Patrício à frente da baliza da Seleção Nacional no Euro 2016. “Vê-lo em campo despertou em mim um bichinho para aquela posição maravilhosa. A partir daí comecei a observar guarda-redes que me eram mais próximos e comecei a assistir aos jogos e treinos do meu irmão, até que o meu pai me sugeriu experimentar fazer um treino na escola onde o ele por vezes treinava”. Cheia de vergonha, confessa, lá foi, e a partir desse treino “a paixão que tinha só cresceu”. Nesse mesmo ano, na Escola Armando Marques GK Coach estreou-se como treinadora.(…) Atualmente joga no Sport União Sintrense como SUB 19,mas nesta pré-época tem estado presente, mais um ano, na equipa sénior.

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Rita (6 anos) Patinagem Artística

Rita Costa é a nossa mais nova entrevistada mas nem por isso a menos determinada. Com apenas seis anos já trata os patins por “tu”, sendo federada na Federação Portuguesa de Patinagem para a prática de patinagem artística, que iniciou há mais de um ano, representando a Associação Académica de Patinagem de Portugal Rollersky.

A escolha por esta modalidade foi muito intuitiva e pouco hesitante, uma vez que sempre gostou de ver como as patinadoras “voam” em cima do patins e das posições que fazem. “Sempre senti vontade de também fazer como elas”, diz.

Tiago Custódio ( 18 anos) Hóquei em Patins

E dos patins da Rita, passamos para os do Tiago Custódio, que é federado em hóquei em patins. Uma modalidade que pra- tica há 12 anos. Atualmente, com 18, representa a Astro Stuart Hóquei Clube de Massamá no escalão SUB19.

Foi por influência de um colega da Primária que aceitou o desafio de experimentar um treino, que acabou por ser decisivo para o seu futuro. “Quando lá cheguei o gosto surgiu e nunca mais parei”.

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