A importância de distinguir entre doença ou coisas da idade

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Upset young woman with curly hair standing with arms folded and looking away isolated over white background

Sabemos que os adolescentes passam por um turbilhão de alterações físicas, sociais e emocionais.

E há uma linha muito ténue entre aquilo que podem ser sintomas de depressão ou outros transtornos psiquiátricos ou comportamentos típicos de quem se está apenas a tentar afirmar. 

A pandemia não veio facilitar a vida a ninguém, muito menos aos adolescentes, ávidos de convívio, de descoberta, de estarem com os amigos. Aliás, em vários países, desde o início do confinamento, têm surgido notícias do aumento de queixas e transtornos do foro psicológico nesta faixa etária. 

Estamos a falar de uma altura de grandes mudanças a todos os níveis, em que há uma necessidade de afirmação, de identificação com um estilo, de aprovação por parte dos grupos. Há alterações de humor, devido às hormonas, há a tendência para se preferir estar com os amigos do que com a família.

Por isso, há que estar atento a vários sinais para que se perceba se o jovem que está isolado no seu quarto, ou que vive naquele mundo mais dele, está apenas a passar pelo processo natural da sua adolescência ou se está em sofrimento.

Há algumas formas de se tentar ver em casa o que pode ser normal e o que poderá ser doença, principalmente se estes sinais se prolongarem por mais do que duas semanas: 

  • Já não se interessa por actividades que até então gostava

  • Diminuição do contacto social que tinha em casa

  • Alterações do sono

  • Distúrbios alimentares, como perda de apetite 

  • Desmazelo com a sua higiene e asseio do quarto

  • Maior irritabilidade e agressividade

  • Dores de cabeça e de barriga

Os especialistas alertam para o aparecimento de queixas físicas sem justificação aparente ou que surgem sempre que surge alguma mudança, como o regresso às aulas ou voltar a reunir-se com os amigos.

Mesmo os momentos de irritabilidade ou de isolamento, que podem ser comuns nesta fase, não devem ser ininterruptos e, por isso, há que dar atenção a estes sinais e consultar um especialista. 

A relação entre os progenitores e os adolescentes deve ser a mais verdadeira possível, de forma a prevenir casos mais graves.

Os pais devem procurar conhecer e aproximar-se dos seus filhos, marcar posição, mas nunca deixar que se ultrapasse a linha do respeito. Os adolescentes devem sentir que a sua opinião é escutada e tida em conta, mesmo que nem sempre validada.

A palavra de ordem é estar presente na vida do seu filho. Para contrariar um pouco as tendências próprias da fase da adolescência, deixamos alguns conselhos que ajudarão a estreitar relações de confiança:

  • Pergunte a opinião do seu filho sobre assuntos importantes da actualidade e, mesmo que não esteja totalmente de acordo, ouça com atenção. No final, poderá dar também a sua visão.

(…)

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