Hipomineralização molar-incisivo 

0
316

A Hipomineralização Molar é um defeito congênito na mineralização do esmalte dentário, que como o próprio nome indica afeta os dentes molares

Os molares mais afetados são os primeiros molares permanentes, cuja erupção na boca ocorre tipicamente aos 6-7 anos de idade.

Outros molares podem também ser afectados, incluindo os segundos molares de leite e os segundos molares permanentes, cada um com cerca de metade da frequência dos primeiros molares permanentes.

Por vezes, em crianças gravemente afectadas, os seus dentes anteriores permanentes (incisivos permanentes) também podem ter este problema, caso em que se pode ouvir o termo clínico “Hipomineralização Molar-Incisivo” ou a sua abreviatura “HMI”.

Clinicamente, a HMI apresenta-se como uma ou várias lesões opacas ,que variam entre o branco, amarelo ou castanho, com uma linha demarcada entre o esmalte afetado e o esmalte saudável.

O esmalte dos dentes afetados por HMI apresenta uma menor concentração de cálcio e fosfato (até -60%). Esta redução do conteúdo mineral  tem impacto nas propriedades mecânicas dos dentes afetados (menor dureza e menor resistência à fratura) tornando o esmalte dentário mais suscetível à fratura ou desintegração pós eruptiva.

A causa da HMI ainda não está totalmente esclarecida, no entanto, sabe-se que crianças com doenças severas durante os primeiros três anos de vida, e, crianças em que as mães tiveram problemas de saúde no último trimestre da sua gravidez, têm uma maior probabilidade de ter esta patologia.

Os três principais problemas para os doentes, com HMI, são a hipersensibilidade dentária (uma vez que o esmalte afetado é mais poroso), a fratura ou desintegração pós eruptiva, levando a um aumento do risco de cárie, e o aspeto desagradável no caso dos dentes da frente. 

Como não é possível evitarmos o desenvolvimento da HMI, já que a causa não é totalmente conhecida, a prevenção secundária por meio de um diagnóstico precoce é muito importante, de modo a melhorar as propriedades mecânicas do esmalte.

CUIDADOS EM CASA

O seu Dentista não é o único que pode cuidar da HMI do seu filho. Existem coisas simples que podem ser feitas, em casa,  para reduzir a probabilidade da cárie dentária, fratura do dente e sensibilidade dentária – e não será nenhuma surpresa que essas ações preventivas envolvam simplesmente uma boa dieta e uma boa higiene oral.

Manter os dentes “limpos”

Para manter as bactérias que causam a cárie dentária “sob controle”, os dentes do seu filho precisam ser escovados duas vezes por dia – uma de manhã, depois de comer e uma vez à noite, antes de dormir.

Os pais deverão escovar os dentes dos filhos, até que estes consigam escrever bem ou atar os atacadores. Aconselha-se o uso de pastas fluoretadas com pelo menos 1450ppm de flúor, de forma a reduzir o risco de cárie. O uso de água morna aquando a escovagem pode reduzir a sensibilidade, facilitando a higiene oral.

Manter uma dieta saudável

É importante manter duas coisas no mínimo – os açúcares que promovem a cárie dentária e ácidos alimentares que podem dissolver o esmalte que é mais “frágil”.

 

POR: AMÂNCIA REBELO TRINDADE _ Médica Dentista Infantil