Francisco Sousa Garcia “Queremos muito ter mais um filho”

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Mestre a mudar fraldas com as condições mais adversas, Francisco Garcia diz que ser pai é a concretização de um sonho. Ao lado de Sofia Sousa Guedes, o apresentador e actor construiu uma família que o enche de orgulho e lhe traz dias felizes. O casal tem duas filhas, Teresa, de quatro anos, e Mercedes, de um ano, mas Francisco confessa que, por ele, tinha uma “equipa de futebol”.

O papel de pai tem sido o mais fácil ou o mais difícil da sua vida?

Sem dúvida o mais complexo e o mais desafiante! O mais difícil, por nos colocar à prova tantas vezes, em situações tão díspares e sempre de uma forma que supera o racional, que vai além do que controlamos e que nos desafia constantemente. É o mais fácil, pela naturalidade intrínseca da relação, quando somos capazes de afastar monstros com um truque de magia, quando construímos castelos de sonhos de areia ou quando voam às nossas cavalitas. É sem dúvida o mais recompensador.

Como é o Francisco enquanto pai? 

Dedicado, atento, preocupado, brincalhão, carinhoso, companheiro e tremendamente babado! Ser pai é o sonho da minha vida e é uma construção diária. Dizemos que “nunca vamos fazer isto assim” ou que “as minhas filhas não…” e depois elas trocam-nos as voltas. E nessa adaptação à realidade são elas que me ensinam, todos os dias, a ser pai!

Costuma mudar-lhes as fraldas e dar-lhes banho?

Sou mestre em mudar fraldas em condições mínimas: ao colo, só com uma mão, na praia!Para o banho, que é dos melhores momentos que podemos partilhar, há um ritual divertido e tanto a Mercedes como a Teresa adoram: banheira cheia de espuma, penteados malucos, spa com creme e perfume para terminar! Tudo com o cheirinho de sempre, Mustela desde o dia em que nasceram!

Dá para perceber se alguma delas é mais parecida consigo?

Em bebé, a Teresa era igual a mim! Em fotografias dos dois, é impossível distinguir quem é quem! Na verdade, penso que o olhar é meu e nessa fase isso tem um grande impacto. Hoje em dia está “a ir mais para os lados da Sofia”. A Mercedes, que está com 17 meses, era mais parecida com a Sofia, mas agora está a ficar mais pai!

Como é que a Teresa recebeu a irmã Mercedes? Há muitos ciúmes?

Recebeu lindamente, adora-a! Encheu-a de beijinhos e mimos desde o primeiro dia!  Foi muito preparada para esse momento. Há ciúmes, claro! Há brincadeiras e gargalhadas e outras vezes há puxões de cabelo, gritos e choros! Às vezes melhores amigas, outras tantas gato e rato!

O que mudou nas vossas rotinas agora que têm duas filhas?

Agora, quase um ano e meio depois, penso que encontrámos a rotina novamente, ajustámos os tempos e necessidades para que tudo funcione sem sobressaltos. Tornámo-nos mais práticos em banhos e refeições e elas já sincronizaram sonos. De resto, sempre as levámos para todo o lado e estão habituadas a adormecer com barulho ou no carrinho sem problema.

Qual foi o momento mais bonito que até agora viveu com elas?

O nascimento de cada uma! Esse é o ponto mais alto, é ali, naquele segundo, que a vida muda, que se trocam prioridades e que sabemos que agora isto é a sério! No dia-a-dia há sempre momentos que nos vão marcando, que gostaríamos de eternizar. Quando nos abraçam e dão beijinhos, quando estão enroscadas em nós a ver um filme, quando abro a porta e vêm a correr!

Que valores lhes quer passar para a vida?

A integridade, o amor, a amizade, a perseverança. Quero que sejam justas, corajosas e dedicadas. Que sejam verdadeiras sempre e que reconheçam a importância gigante das “coisas pequenas”.

A chegada das bebés veio fortalecer a sua relação com a Sofia?

Claro que sim! Transformou-nos na família que sonhámos e que idealizámos. Na afinidade, na partilha, na comunicação, mas essencialmente no orgulho e no amor pela outra pessoa. Ser pais torna-nos melhores e a Sofia ficou ainda mais irresistível! Às vezes, ao fim do dia, no meio do caos do “não quero sopa”, com a casa desarrumada e estourados, olhamos um para o outro e sabemos que está tudo exactamente como deve estar!

Planeiam ter mais filhos?

Sim! Queremos muito ter mais um filho! Por mim tínhamos uma equipa de futebol (Risos).

O público habituou-se a vê-lo na televisão como um miúdo. Sente que na rua as pessoas já conseguem olhar para si como um graúdo, que já é pai?

Existe uma ligação afectiva especial pelo público que foi acompanhando o meu trabalho, em alguns casos há 25 anos, e que transporta esse carinho especial para esta fase adulta, estendendo o carinho a toda a família, o que me deixa muito agradecido. Dizem-me muitas vezes “Ah, era tão pequenino e agora já tem duas filhas”. Acho que parte de mim vai ser sempre o miúdo que se lembram de ver na televisão.

Neste momento que projectos profissionais estão em andamento?

Tudo o que tenha ligação ao Universo Panda! O Pandamania está ser gravado e transmitido e vamos arrancar agora com a 12ª edição do Festival Panda – Planeta Feliz. “O Pai é amigo da Panda”, como a diz a minha filha Teresinha.