Elas fizeram história na tecnologia!

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No âmbito da Web Summit, foi apresentado um estudo que revela que a maioria das mulheres inquiridas, 70,4%, tem entre os 25 e os 44 anos de idade e 78,5% trabalham na Europa.

Quase metade destas mulheres afirma que foi alvo de sexismo (49,5%).

Mais do que estas, 66,9% consideram que ganham pior do que os colegas homens.

Além de outras variáveis, as mulheres que participaram nesta pesquisa – 92,4% – não duvidam da qualidade do seu trabalho, da capacidade de o executar, embora cerca de 70% digam o que tantas outras mulheres, em outras atividades, evidenciam: precisam de trabalhar mais para provar que são capazes, portanto são julgadas por serem mulheres.

Apesar de ainda haver um longo caminho para a equidade de género na tecnologia, há sete mulheres que marcam a história deste sector e que contribuíram com descobertas que são utilizadas até hoje.E são elas:

Ada Lovelace

Alan Turing é considerado o pai da computação, mas quem de facto teve a ideia do primeiro programa computacional foi Ada Lovelace.

Em meados do século XIX, a famosa condessa de Lovelace, chamada de Augusta Ada King, analisava e traduzia diversos materiais dos matemáticos contemporâneos. Isso contribuiu para que o primeiro algoritmo do mundo fosse desenvolvido.

No entanto, nessa época, Lovelace não tinha à sua disposição máquinas que fossem capazes de testar esses códigos e provar que a sua lógica estava correta. Mas anos mais tarde, já depois da sua morte, a descoberta de Ada Lovelace foi testada e comprovada, quando já existiam computadores com a capacidade de processar esse tipo de algoritmo. É considerada a mãe da computação e, inclusive, existe um prémio com o seu nome para distinguir  pessoas que desenvolvem inovações nessa área.

Carol Shaw

Nascida na região de Silicon Valley, Califórnia, EUA, no ano de 1955, Carol Shaw é considerada a primeira mulher que começou a trabalhar com o desenvolvimento de jogos digitais. Shaw criou softwares para jogos e consolas, sendo pioneira na geração de conteúdos em que a dificuldade vai aumentando a cada nível.

Trabalhou como engenheira informática em grandes empresas da área do gaming e esteve na génese de jogos como: River Raid; Othello; Super Breakout; ou Happy Trails.

Frances Allen

Frances Allen, matemática de formação, contribuiu de forma determinante na criação de sistemas de aperfeiçoamento de códigos e de computação paralela, fazendo com que diversos softwares passassem a trabalhar de forma otimizada, inclusive nos processadores de baixo desempenho.

Através do seu conhecimento, tornou-se a primeira mulher a receber o prémio Turing, aos 74 anos. Frances Allen também trabalhou na National Security Agency (NSA), com a criação de sistemas de segurança digital.

Roberta Williams

Cofundadora de uma das principais empresas da indústria de jogos, a Sierra, que futuramente se fundiu com a Activision, Roberta Williams teve a ideia de desenvolver jogos com conteúdos visuais, criando o Mistery House, uma das suas primeiras obras de maior relevância. A ideia revolucionou o mundo dos jogos, influenciando diversas criações. A empresa que fundou com o seu marido, Ken Williams, foi responsável pela criação de diversos títulos conhecidos, como Phantasmagoria e King’s Quest.

Grace Hopper

O termo “bug”, que se refere a problemas nos sistemas informáticos, passou a ser usado, ao que tudo indica, depois que Grace Hopper solucionar um erro de processamento de dados ao retirar um inseto (chamado de “bug” na língua inglesa) de dentro de uma máquina.

Mas o contributo desta mulher na tecnologia foi muito além desta “curiosidade”. Grace Hopper foi a primeira mulher a ter um PhD em Matemática na Universidade de Yale. Trabalhou também na área da tecnologia dentro da Marinha dos Estados Unidos.

Além disso, foi uma das criadoras de uma das linguagens de programação mais utilizadas para bases de dados de negócios, a COBOL. Contribuiu também para a criação do primeiro computador comercializado nos Estados Unidos, o UNIVAC.

Hedy Lamarr

Hedy Lamarr, além de ser atriz, teve ideias que foram utilizadas até mesmo para a interceção de mensagens durante conflitos bélicos. Ao perceber a variação da frequência emitida pelas notas tocadas no piano, notou que as estações de radiocomunicação poderiam funcionar de forma parecida.

Assim, junto de George Antheil, desenvolveu um sistema de interferência de rádio, utilizado para evitar a deteção de mensagens dos EUA pelos países inimigos na Segunda Guerra Mundial. Esse conceito é aplicado até hoje em smartphones, Wi-Fi, GPS, Bluetooth e diversas outras tecnologias.

Katherine Johnson

Além de concluir muito cedo a sua formação académica, Katherine Johnson foi a primeira mulher negra a fazer uma pós-graduação na Universidade West Virginia State.

O seu potencial fez com que fosse admitida na NACA, que mais tarde se tornou a NASA. Entre os seus contributos, destaca-se o cálculo de trajetória de voo para a missão da primeira aterragem na lua, feita pelo Apolo 11.