Do Sonho ao Luto

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O desejo de ter um bebé faz-nos sonhar!

Sonhar é bom, é tão bom quanto a felicidade de ver um sonho cumprido. Para muitos, o sonho de uma vida.

Quando surge a certeza de que efetivamente estamos grávidas, é como se explodisse uma caixa de sonhos e desejos envoltos numa felicidade que nos marca um sorriso na cara. Aquele, que por muito que tentemos esconder, é demasiado evidente porque contrai as bochechas, eleva as orelhas, mostra os dentes e ilumina os olhos que (frequentemente) estão envoltos numa lágrima de felicidade.

Neste momento, o nosso coração bate mais forte e sentimos cada poro da nossa pele numa avalanche de energias positivas, adrenalina, sonhos e esperança,

Tentamos racionalizar um pouco o processo e tomamos as primeiras decisões. Marcamos uma consulta, para “saber se está tudo bem”. 

Na consulta, por volta das 6 semanas de gravidez, podemos ouvir o coração a bater e aí, nesse exato momento, temos a certeza que há vida, e tudo o que sentimos anteriormente multiplica-se de uma forma inexplicável. 

Somos Mães!

Com o passar das semanas, o bebé que imaginamos vai-se tornando cada vez mais real, e o nosso sonho vai tomando forma.

Infelizmente, há muitas mulheres que são “arrancadas” deste momento de uma forma abrupta e violenta pela perda gestacional, espontânea ou neonatal.

E este tema tem de ser falado, porque as mulheres não têm de passar por isto sozinhas, carregando numa mão um mundo de sonhos e esperança e na outra a tristeza da perda, o peso da culpa e do insucesso.

(…)

(Artigo disponível na integra na nossa edição 15 Capa Outubro Já à venda em banca e na nossa loja online)

Um abraço no coração.

Por: Cristina Cruz _Mãe de uma menina e duas estrelinhas

Psicóloga e Conselheira de Aleitamento Materno