DISLEXIA ou dislequecia ou desléxia ou dislecxia?

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A dislexia é uma disfunção neurológica, que se manifesta na aprendizagem da leitura. Esta dificuldade não se cinge apenas à leitura, podendo também apresentar outros fatores de comorbilidade tais como perturbação específica da linguagem, discalculia, disortografia, descoordenação motora, défice de atenção com ou sem hiperatividade, alterações de comportamento, perturbação do humor, perturbação de oposição e desvalorização da auto-estima.

Olhar para uma mancha de letras impressas, alinhadas, arrumadas e não conseguir ler, assimilar a mensagem, avançar, progredir no que está a ser proposto. Imaginemo-nos, aprendizes do alfabeto latino, a olhar para um texto escrito com o alfabeto árabe. A sensação imediata é de estranheza. E o que faz o Ser Humano perante o estranho? Sente medo – angústia – necessidade de auto-proteção: não tenta, não arrisca. Desiste. Olha para o lado, literalmente. Vê quem consiga, sem aparente dificuldade e questiona-se. Começam os primeiros sinais de insegurança e baixa auto-estima associados à vida académica. A ansiedade surge num crescendum entre a exigência da escola, pais e a capacidade de resposta da criança. Os pais não entendem o que se passa, sabendo que nesta equação há um fator que está a escapar. Quem não entende, escuda-se em palavras feias, que deveriam ser proibidas nos dicionários que estão gravados na cabeça dos adultos: “preguiçoso”, “desinteressado”,” imaturo”, “mal comportado”, “desestabilizador”, “provocador”,“desorganizado”…

Sendo que as competências cognitivas não estão, neste diagnóstico, colocadas em causa, e a criança apresenta valores adequados ou superiores ao que são expectáveis para a sua idade, a consciência do fracasso é marcante e pejorativa.

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(Artigo disponível na integra na edição 13ª Miúdos&Graúdos  Capa Maio)

POR: Teresa Moos _ Psicóloga Clinica da Infância