Curiosidades que a ciência desvenda

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Large group of busy kids, boys and girls looking at their phones texting sms and playing staying outside in the field on bright sunny summer day

Apesar da evolução da ciência, o cérebro das crianças está ainda envolto em mistérios. Investigações ao longo dos anos têm procurado desvendar alguns desses lados secretos.

Destacamos neste artigo algumas curiosidades que fazem parte das conclusões de alguns desses estudos.

Teimosia pode resultar em adultos mais bem-sucedidos

Muitos pais deitam as mãos à cabeça ao tentarem educar uma criança que é extremamente teimosa. Porém, investigadores conseguiram encontrar um ponto positivo nestas crianças que querem tudo à maneira delas e que teimam sempre na hora de ir tomar banho, fazer os trabalhos de casa ou ir dormir. Dizem os cientistas que as crianças mais teimosas e insubmissas podem tornar o indivíduo mais bem-sucedido no futuro.

Para chegar a essa conclusão, acompanharam 700 crianças entre os 8 e os 12 anos até estas se tornarem adultas com mais de 40 anos. Aqueles que eram mais desobedientes na infância, ganhavam mais dinheiro por serem mais insistentes em condições desfavoráveis, até porque eram melhores a negociar salários ou aumentos.

Muita rigidez pode fazer com que ela minta mais  

Um estudo mostrou que crianças criadas e educadas de uma forma muito rígida, seja pelos pais ou até mesmo na escola, têm mais tendência a tornarem-se mentirosas. Para chegarem a esta conclusão, investigadores pediram a alunos para tentarem adivinhar os sons vindos por detrás de uma cortina. A meio do teste, e propositadamente, o supervisor saía por momentos da sala e no regresso perguntava às crianças se tinham ido espreitar atrás do pano.

Entre os que viviam em ambientes mais rígidos e de maior disciplina os “índices de mentira” foram mais elevados.

Brincar descalço promove o equilíbrio

Sempre que for seguro, deixe as crianças brincarem descalças. Um estudo obteve melhores resultados no equilíbrio e salto em distância entre crianças dos 6 e 10 anos que têm por hábito andar sem sapatos.

Comportam-se pior na presença da mãe

Esta conclusão certamente já era uma evidência na cabeça de muitas mães. A verdade é que uma investigação provou que as crianças têm um comportamento 800% pior na presença da mãe. Se tiverem menos de 10 anos, a percentagem dobra para 1.600%.

O estudo acompanhou 500 famílias e analisou comportamentos como birras, agressões aos pais, carência, mudanças na fala e no andar. Os estudiosos descobriram que crianças de até oito meses de idade podiam brincar felizes… até ao momento em que viam as suas mães entrar. 99,9% tinham maior probabilidade de começar a chorar e precisar de sua atenção imediata.

Além disso, o estudo relatou que todas as crianças foram mais sensíveis a instruções ditas num tom de voz normal por pessoas que não sejam as mães.

Muito tempo de ecrã torna-as menos curiosas

Nesta era digital torna-se cada vez mais importante regular o tempo que os mais pequenos passam a olhar para um ecrã, seja um smartphone, uma televisão ou um tablet. Já muito se sabe sobre os malefícios desta exposição em excesso.

Um estudo feito com mais de 40 mil crianças e adolescentes, concluiu que, quanto mais tempo em frente a um ecrã, menores são os níveis de curiosidade, autocontrole, estabilidade emocional, concentração, habilidade de finalizar tarefas e de fazer amigos.

Ler para o seu filho pode melhorar comportamento

Além dos benéficos cognitivos e no desenvolvimento da linguagem, a leitura pode trazer melhorias comportamentais. Investigadores norte-americanos descobriram a relação entre hábitos de ler um livro para os filhos e um bom comportamento.