Conceitos errados sobre a saúde mental: Qual o papel dos pais?

0
250

Saúde Mental das Crianças Online: Quanto é que os pais compreendem sobre o tema?  

Enquanto pai, a preocupação constante é apenas parte da função mas, tal como a Babysits descobriu, é importante escolher bem as suas batalhas. Menos de metade dos pais da comunidade Babysits se preocupa com o impacto da Internet na saúde mental dos seus filhos. Deveriam ser mais?

Nos dias de hoje, as crianças a lidam com a tecnologia desde muito jovens. Tendo isto em conta, é natural que o hiato digital entre pais e filhos se alargue constantemente.

A Babysits investigou o que preocupa os pais em relação aos hábitos online dos seus filhos. Aqui estão as principais conclusões: 

Enquanto que 75% dos pais se preocupam com conteúdos impróprios que as crianças podem encontrar na Internet, apenas 35% dos pais estão preocupados com a saúde mental dos seus filhos em consequência de passarem tempo online. Há apenas uma percentagem ainda menor (20%) que se preocupa com as questões de auto-estima que podem advir daí.

Porque é que possíveis problemas de saúde mental e de auto-estima são desconhecidos pelos pais? 

Isto pode dever-se ao facto de os pais subestimarem o poder das redes sociais, particularmente na vida das crianças pequenas.

Embora haja muitos estudos sobre os efeitos das redes sociais nos adolescentes, há menos atenção às suas consequências nas crianças mais novas.

Por conseguinte, pode ser fácil assumir que as crianças pequenas não são tão afetadas ou influenciadas pelo que veem online, e por isso parecer desnecessário preocupar-se com o facto de estas se poderem sentir perturbadas ou inseguras.

Outra suposição poderia ser que uma criança ainda não tem a capacidade de considerar a sua aparência ou de se comparar a outras.

Finalmente, falar sobre saúde mental pode ser muitas vezes tabu em alguns lares, especialmente com crianças que parecem ainda demasiado jovens para terem tais problemas.

Porque é que os pais deveriam prestar mais atenção à saúde mental dos seus filhos, segundo especialistas:

Apesar da sua jovem idade, se uma criança está a utilizar os meios de comunicação social, estará exposta a padrões de corpo e beleza irrealistas que, lenta mas seguramente, começarão a afetar a forma como se vê e se sente sobre si própria.

A sua perceção de como é o corpo “perfeito” é moldada através de conteúdos online e poderá permanecer com ela à medida que cresce.

Crianças a partir dos 2 anos de idade são já capazes de desenvolver uma auto-imagem e, a partir dos 6 anos, de se tornarem conscientes das normas sociais relativamente à aparência.

Além disso, a auto-estima das crianças já se encontra em níveis baixos ou desequilibrados devido às alterações corporais a que são sujeitas à medida que vão crescendo.

Com os meios de comunicação social a exibirem conteúdos não representativos e muitas vezes altamente editados, as crianças podem crescer com expectativas pré-existentes já pouco saudáveis do seu próprio corpo.

Como os adultos podem capacitar os seus filhos ensinando-os acerca da saúde mental:

É importante que o seu filho saiba que, online, nem tudo é o que parece. Ninguém está sempre feliz, e ninguém parece ter sempre todos os problemas resolvidos.

Para além disso, é importante fazer pausas nas redes sociais e refletir sobre o que estão a ver. Desta forma, as crianças compreenderão o conteúdo dos meios de comunicação social de uma forma mais positiva.

A discussão destes temas é também uma ótima forma de ajudar a eliminar o tabu que ainda rodeia o tema da saúde mental em algumas casas de família.

Se tiver interesse em ler sobre os outros perigos da Internet, bem como as dicas de especialistas para os gerir, encontre o artigo completo aqui.