Bebé Os Primeiros Dentes

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baby with teether in mouth under bathing towel at nursery

Quando nasce um bebé entre fraldas, chuchas e biberões, corremos a consultas de pediatria e vacinação, mas quanto ao dentista? Quando devemos dá-lo a conhecer aos nossos filhos?

 

Ainda que possam haver recém-nascidos com dentes (dentes natais) ou nos quais surgem ao longo do primeiro mês de vida (dentes neonatais) a maioria dos pais verá o primeiro “dente de leite” erupcionar (ou “nascer”) ao seu filho por volta dos 6-8 meses de idade.

 

Recomenda-se, portanto, que até ao fim primeiro ano de vida procurem um odontopediatra que avalie a saúde oral dos vossos filhos e ajude a adoptar rotinas de higiene e cuidados de alimentação que previnam problemas futuros. Por outro lado, nestas idades já podem ser detectados hábitos nocivos para o normal desenvolvimento dos dentes e maxilares como utilização inadequada de chupeta ou biberão. Sabia que mesmo as gengivas, antes de existirem dentes, podem ser limpas com uma compressa embebida em água? E sabia que é muitas vezes a mãe a transmitir bactérias causadoras de doenças infecciosas como a cárie ao seu bebé?

 

Nestes primeiros tempos de vida, um atrás do outro vamos vendo “nascer” dentes, por vezes acompanhados de sintomas como o aumento de salivação, irritabilidade, ansiedade, perda de apetite, alteração das rotinas de sono. Embora possam haver variações individuais, por volta dos 2 anos e meio a 3 anos é provável que os nossos filhos já tenham a dentição temporária completa e os seus sorrisos contem com 20 dentes (10 no maxilar superior e 10 no inferior). Alguns destes dentes durarão até aos 11-12 anos, altura em que são substituídos pelos dentes permanentes. Só mantendo estes dentes saudáveis conseguiremos assegurar as suas funções. Esta dentição participa não só na mastigação como na fonética, respiração, deglutição e estética, e deve ser preservada até pela manutenção dos espaços para a erupção dos dentes definitivos que virão a seguir. Por este motivo quando as medidas preventivas não evitam doenças como as cáries em dentes decíduos estes devem ser tratados, tão cedo quanto detectado o problema, ou poderão haver sequelas mesmo para os dentes definitivos que os sucedem. O seu dentista ajudá-lo-à a decidir a periodicidade das visitas em função do risco do seu filho.

 

Por último, mas não menos importante, ter um médico dentista em quem confia a saúde oral do seu filho desde cedo, permite criar uma relação de confiança médico- criança que será a chave para “afastar fantasmas” quer na hora de fazer consultas de higiene e tratamentos preventivos quer no surgimento de doenças com necessidades de tratamentos precoces.

Sofia Flor Garcia (Médica Dentista, cédula nº 6445)