A amamentação materna influencia a saúde oral do bebé

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Young woman breast feeding toddler son and sitting on mat

A Organização Mundial de Saúde recomenda a amamentação materna como a melhor opção nutricional para alimentar os bebés, ainda que para muitas mulheres não seja possível por situações médicas específicas ou outras questões.

Está comprovado que a amamentação materna apresenta inúmeras vantagens para o bebé e para a mãe.

Nas crianças, os anticorpos do leite materno diminuem em cerca de 70% as infeções respiratórias (asma) e de ouvidos, protegendo as crianças da obesidade e diabetes infantil e ainda reduzindo em cerca de 50% a probabilidade de morte súbita.

Sabia que ao longo dos meses de amamentação a composição do leite vai sendo alterada de forma a proporcionar aos bebés os nutrientes necessários ao seu crescimento?

Para as mães que amamentam, há uma redução do risco de hipertensão arterial, diabetes tipo II, cancro de mama e de ovário e é essencial na recuperação do peso pós-parto.

Em muitos casos, evita a depressão pós-parto devido ao vínculo que é criado entre a mãe e o bebé.

Durante a amamentação, a criança desenvolve os músculos da face que serão responsáveis pela mastigação e pela fala, favorecendo a respiração nasal e prevenindo o posicionamento incorreto dos dentes e estruturas da face.

Nos primeiros seis meses de vida, a amamentação deve ser exclusivamente materna e em ambos os seios, ou seja, o bebé é colocado de um lado e depois do outro de forma a estimular os músculos e a sensibilidade dos dois lados da face do bebé. 

A amamentação materna influencia de forma positiva a saúde oral dos bebés, oferecendo muitos benefícios:

  • Com a amamentação materna o bebé aprende como engolir e respirar corretamente pelo nariz

 

  • Ao realizar o movimento de sucção no peito da mãe, favorece o crescimento dos maxilares, preparando-os para as seguintes etapas de desenvolvimento. É importante saber que o crescimento inadequado da mandíbula afeta a respiração e como consequência influencia o sono, a memória e a concentração.

 

  • Todos os músculos da face são fortalecidos durante os intervalos da sucção. Além disso, a posição dos lábios no peito da mãe favorece o desenvolvimento dos músculos em volta da boca e ajuda mais tarde no desenvolvimento correto da fala da criança.

 

  • Muitos estudos afirmam que crianças que são amamentadas ao peito apresentam menos problemas na posição dos dentes.

 

  • A dinâmica da cadeia neuromuscular relacionada com a respiração, o aparelho mastigatório, a deglutição e a fala dependem da amamentação. Todos os sistemas musculares estão conectados.

 

  • De forma a evitar as cáries precoces, é aconselhado limpar as gengivas do bebé com uma toalhita húmida depois de cada amamentação (materna ou artificial).

Quando é necessário recorrer ao uso de biberão, este deve ser utilizado da forma mais semelhante à amamentação no seio da mãe.

O bebé deve ficar ligeiramente sentado para que consiga engolir corretamente com a língua encostada ao palato, porque quando é amamentado deitado, é obrigado a engolir muito rápido porque a língua fica numa posição mais para a frente do que é desejado o que origina problemas de fala e na deglutição mais tarde.

Também a força da sucção deve ser semelhante à amamentação materna para que todos os músculos da face se fortaleçam e, logo que seja possível, o bebé deve deixar o biberão e usar o copo, o que ocorre entre os 12-24 meses de idade. 

Tanto no biberão ou no copo nunca devem ser adicionados açúcar, mel ou chocolate.

A consulta de Odontopediatria esclarece todos as suas dúvidas, promove a saúde oral e a prevenção das patologias mais frequentes, tais como as cáries dentárias e má-oclusão dentária (posicionamento incorreto dos dentes).

POR: Soraia Oliveira _ Médica Dentista _ Prática Clinica em ortodontia e odontopediatria Certificação Invisanlign. Certificação Myobrace