A Que Sabe a Lua?

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Há já muito tempo que os animais desejavam saber a que sabia a Lua.

Queriam provar um pedacito, seria doce ou salgada?

Mas apesar de tentarem alcança-la era tudo em vão, não eram capazes de lhe tocar.

Certo dia, a tartaruga decidiu subir a montanha mais alta e assim tentar chegar à Lua. No topo da montanha, a Lua parecia estar mais próxima, mas mesmo assim a tartaruga ainda não a conseguia tocar.

Então, decidiu chamar o elefante, que subiu para cima da sua carapaça.

A Lua pensou que era um jogo, então conforme o elefante se aproximava, afastou-se um pouco.

Sem sucesso, o elefante chamou a girafa para subir às suas costas e juntos tentarem alcançá-la.

Apesar da girafa esticar o mais possível o longo pescoço, não serviu de nada, pois a Lua distanciou-se um pouco mais.

Então chamou a zebra, que também subiu para as costas da girafa, numa nova tentativa de se aproximarem dela.

A Lua estava a divertir-se com aquele jogo e continuava a afastar-se um pouco mais.

Também a zebra não conseguiu tocar na Lua e chamou o leão, a quem voltou a acontecer o mesmo, por sua vez este chamou a raposa, a seguir o macaco e por último o rato.

A Lua via o rato e pensou: «Um animal tão pequeno, certamente que não conseguirá alcançar-me». Começou a ficar cansada daquele jogo e ficou onde estava.

Então o rato trepou por cima da tartaruga, do elefante, da girafa, da zebra, do leão, da raposa, do macaco e…

… de uma dentada só, arrancou um pequeno pedaço da Lua.

Saboreou-o, satisfeito…

Depois foi dando migalhas do pedacinho ao macaco, à raposa, ao leão, à zebra, à girafa, ao elefante e à tartaruga.

E a Lua soube-lhes exatamente àquilo que cada um mais gostava!

Nessa noite, os animais dormiram todos muito juntos.

O peixe, que tinha visto tudo, sem perceber nada, disse: – Tanto esforço para chegar à Lua, lá em cima no céu, tão longe… Será que não veem que aqui em baixo na água há outra (reflexo), muito mais perto?

Reflexão

“A que sabe a Lua?”, é uma fábula escrita e ilustrada pelo polaco Michael Grejniec. Relata no comportamento dos animais a importância da entreajuda dos elementos do grupo; baseando-se na sua estrutura em repetições e acumulação de personagens.

Pensem bem! Quem já não sonhou em dar uma “dentadinha” na lua para lhe conhecer o sabor? Foi este o desejo dos animais que entram na história.

Só queriam provar um pedaço, mas, por mais que se esticassem, não eram capazes de lhe tocar. Bastou que confiassem em cada um, que juntos fizeram a diferença!

Reparem que no final se desvenda o mistério: não é que a lua lhes soube precisamente àquilo que eles gostavam mais de comer?!

Tudo pode ser uma descoberta maravilhosa, se colocarmos os “óculos” da igualdade de oportunidades para todos, mas para isso é necessário aceitarmos que precisamos uns dos outros, sem subestimar ninguém pelo seu aspeto, conseguindo assim atingir os nossos objetivos de forma íntegra, mesmo que pareçam difíceis de alcançar… CONSEGUIMOS!!!!!

POR: Cristina Sousa e Ponte _ Educadora de Infância