A gestação silenciosa

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Os casos não são muitos, mas há mulheres que só sabem que estão grávidas na reta final da gestação ou mesmo no momento do parto. Os especialistas explicam por que razão os sintomas mais comuns podem não surgir ou como podem estar camuflados. 

Aquele momento em que se sabe o resultado de um teste de gravidez é sempre marcante para a mulher. Agora, imagine que o momento em que sabe que vai ser mãe é… o momento do parto, ou dias antes de dar à luz.

São as chamadas gestações silenciosas que, apesar de serem raras, acontecem em algumas mulheres. O que acontece é que não se apercebem de nenhum sintoma, a barriga também não levanta suspeitas e são situações que, do ponto de vista clínico, podem trazer riscos para a mãe e para o bebé, uma vez que não é feito qualquer tipo de acompanhamento pré-natal. 

Além disso, a mulher continua a manter os mesmos hábitos, que podem ser prejudiciais para esta fase, como ingerir bebidas alcoólicas, fumar ou tomar medicamentos que são contra-indicados na gravidez.

Existem também suplementos que devem ser tomados durante a gravidez, como é o caso do ácido fólico, por exemplo, para que o bebé nasça saudável e, nestes casos, isso não é possível.

A ausência de sintomas

Aqueles típicos sintomas do início da gravidez, como náuseas, mamas sensíveis, alterações de humor ou cansaço são explicadas em grande parte devido a alterações hormonais. Acontece que existem mulheres que são mais tolerantes a essas oscilações de hormonas, não sentindo por isso alterações que levantem suspeitas. 

Além disso, em muitos destes casos, continua a haver sangramento vaginal que, apesar de ser entendido como menstruação, pode estar associado a outros factores, como a nidação, que consiste no implante do embrião no útero e que pode causar hemorragia, e à medida que a gravidez avança o útero vai aumentando, podendo ocorrer também rompimento de pequenos vasos sanguíneos que fazem com que a mulher descarte a possibilidade de estar grávida. Além disso, e apesar de ser uma minoria, há mulheres que continuam a menstruar.

Mesmo numa fase mais avançada, um bebé mais quieto ou uma placenta situada na parte da frente do útero podem impedir que a mãe sinta os movimentos do bebé. 

E a barriga não cresce?

Em muitos casos de mulheres com gestações silenciosas, a barriga nunca chega a ficar saliente. Segundo os especialistas, existem várias explicações para isso suceder.

Como por exemplo, em mulheres que têm um abdómen longo, em que existe mais espaço para que o útero se desenvolva para cima e não para fora, podendo dar a impressão de uma barriga menor, ou em mulheres com excesso de peso, cuja barriga pode ser confundida.

A barriga pode também não se notar em mulheres com músculos mais trabalhados (temos o caso da apresentadora Carolina Patrocínio, que quase não fez barriga), em que o bebé se desenvolve mais perto da coluna. Por outro lado, o feto também pode estar escondido na caixa torácica ou, quando é muito pequeno, pode também não se perceber uma diferença muito grande na barriga.

Há especialistas que associam a gravidez silenciosa a factores psicológicos, normalmente ligados a processos de negação. Ocorre quando a mulher tem os sintomas gestacionais mas não consegue associá-los à realidade. Associa os enjoos a nervos, movimentos na barriga a gases, saliência na barriga a gordura, etc…

A verdade é que elas existem e a melhor forma de evitar uma gravidez silenciosa é efectuar análises com regularidade para confirmar a possibilidade de uma gestação. 

Algumas mulheres podem engravidar sem perceber nenhum sintoma, como mamas sensíveis, náuseas ou cansaço, mesmo durante toda a gestação, podendo, inclusive, continuar a ter sangramentos e manter a barriga lisa, sem que seja perceptível qualquer saliência característica da gravidez.

As gravidezes silenciosas são raras, porém podem ocorrer em algumas mulheres, sem que elas percebam que estão grávidas, mesmo até ao momento do parto, o que pode trazer risco para o bebê, já que não é feito um acompanhamento pré-natal.

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As gravidezes silenciosas são raras, porém podem ocorrer em algumas mulheres, sem que elas percebam que estão grávidas, mesmo até ao momento do parto, o que pode trazer risco para o bebê, já que não é feito um acompanhamento pré-natal.

Para evitar que isto aconteça, devem-se usar métodos contraceptivos, como o preservativo ou a pílula anticoncepcional, por exemplo, e ir ao médico caso ocorra uma relação sexual desprotegida.

(ARTIGO DIPONIVEL NA INTEGRA NA EDIÇÃO 18 À VENDA NA LOJA ONLINE ( PORTES DE ENVIO GRÁTIS) E NA BANCA PERO DE SI)