As nossas raízes 

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“Dê a quem ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”

Dalai Lama

Esta frase é a base de todo o amor, dar asas a quem amamos para que possam voar,

concretizar os seus sonhos, realizar os seus projetos, seguirem íntegros e inteiros no seu caminho, mas com raízes sólidas e fortes para que voltem sempre.

E o que são as nossas raízes? Eu diria que são laços invisíveis, indestrutíveis e omnipresentes na nossa vida.

As raízes estão na terra que nos viu nascer e onde crescemos, nas tradições, nos costumes, nas histórias e nas memórias. Estão também nos nossos antepassados e na sua herança imaterial. Estão nos nossos bisavós e nos nossos avós.

E a minha reflexão de hoje é sobre os avós, geralmente os adultos com mais experiência presentes na nossa vida, sendo o elo de ligação mais forte com o nosso património familiar.

É com os nossos avós que aprendemos a valorizar os mais velhos, a respeitar o que estes têm para nos ensinar, a compreender a importância do legado familiar, das tradições e de manter viva a sua memória. 

A relação com os nossos avós é baseada no amor,

na diversão, existe uma disponibilidade nos avós que torna esta relação leve, autêntica e especial. As raízes que os nossos avós constroem em nós são inabaláveis, indestrutíveis e omnipresentes na nossa vida qualquer que seja a nossa idade.

Ainda hoje recordo o chá de lúcia lima da minha avó Maria, as suas cantigas, cantilenas, provérbios e sabedoria popular, as suas linhas e trapos, as suas costuras. As histórias da terra e da taberna que o meu avô Zé contava, as nossas tardes no alpendre a fazer literalmente nada e a ouvir a natureza.

Recordo as tardes de praia com o meu avô Américo e com a minha avó Isaura, as costeletas de borrego panadas na praia, os fados da Cidália Moreira e da Amália, as desgarradas em dueto nas nossas viagens até Viana do Castelo, as histórias da sua aldeia e da sua juventude. 

E mesmo com eles longe de mim fisicamente, são parte da minha essência, são as minhas raízes mais profundas que me fazem voltar à terra, à família, às tradições e me fazem viver de forma mais real e conectada com o que realmente importa. 

Celebremos hoje e sempre as nossas raízes!  

Por: Cláudia Ganhão _ Especialista em Minimalismo e Produtividade

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