DEPRESSÃO PÓS-PARTO

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Ter filhos é uma experiência maravilhosa! Mas serão estas rotinas fáceis de gerir?

Poderá a chegada de um bebé potenciar o desgaste emocional, psicológico e físico?

SIM!

A Depressão Pós-parto é exatamente isso! E sendo um problema de saúde, exige estratégias de prevenção e tratamento.

Do ponto de vida da saúde mental, torna-se premente prevenir os comprometimentos associados a esta problemática e construir prognósticos satisfatórios, para isso é essencial a identificação dos sintomas que se manifestam numa fase inicial  e que desencadeiam o quadro psicopatológico.

Intervir particularmente na vinculação Mãe-bebé, sintomatologia ansiosa, desânimo, e angústias, torna possível uma maior proximidade com a realidade da Mãe com Depressão Pós-Parto. Desta forma, o conhecimento técnico e científico dos profissionais de saúde, particularmente o(a) psicólogo(a) sobre estes processos serão fatores determinantes para reconhecer e intervir de forma eficaz na fase inicial da depressão pós-parto.

Programas pré-natais de parentalidade com incidência na saúde mental, parecem constituir uma intervenção diferenciada junto das recém mamãs, mas também junto da família, acabando por dar uma assistência integral e global.

Intervir junto da Depressão Pós-Parto, permite-nos termos bases para ações adequadas para cada Mãe, promovendo pilares essenciais como: proteção, prevenção, recuperação e reabilitação.

A premissa de que só existe “ideal da maternidade” , como algo instintivo e natural para a mulher, poderá potenciar o sentimento de culpa na Mãe, e criar uma imagem muito incompleta da totalidade das vivências maternas.  

É importante dar lugar a outras possibilidades menos idílicas, tal como Maldonado (2002),  considero ser cada vez mais importante encorajar as Mães para a expressão dos sentimentos negativos, de hostilidade e rejeição, de forma a que os sentimentos positivos ganhem espaço e possam emergir  mais plenamente.

Vera Campos
Psicóloga Clínica

Licenciada em Psicologia, Mestre em Psicologia da Justiça e Comportamento Desviante, Pós-graduada em Medicina Legal, é membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e dedica a vida profissional a processos terapêuticos de   crianças e adultos. A saúde mental da Mulher/Mãe sempre foi a sua área de atenção e investimento enquanto profissional. Acredita que a labilidade emocional numa recém-família pode condicionar o funcionamento pleno da mesma, fazendo sua missão ajudar a resgatar essa plenitude.

Beijinhos nossos

  

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