5 dicas para não criar filhos preguiçosos

0
146
Portrait of happy Asian family with two children posing on sofa at home looking at camera in sunlight

O povo japonês é visto como superinteligente, bem-educado e muito produtivo

Quer saber como estes pais educam os seus filhos para serem assim? Contamos-lhe quais os princípios que usam na educação dos mais pequenos. Vejam se fazem sentido para si e, se for caso disso, use-os!

Sabia que os japoneses defendem que a paciência, o respeito, a tranquilidade e o amor em “doses generosas” são a base da educação? E que, desde muito cedo, as crianças são ensinadas a limpar, a guardar e a ter responsabilidade com os pertences?

É verdade. Estes pequeninos também estão habituados a ir sozinhos para a escola desde os seis anos de idade; são orientados a andar em grupo com colegas que moram na mesma região e têm casas de apoio espalhadas pelo trajeto, identificadas com uma bandeira amarela; apesar do caminho ser seguro, algumas crianças andam com uma espécie de alarme portátil, que pode ser acionado facilmente e que geralmente fica pendurado na alça da mochilas; alguns estudantes – identificados com uma bandeira amarela – são designados para ajudar os mais pequenos a atravessarem a rua.

Assim, vão crescendo autónomos e responsáveis. Saiba mais sobre os ensinamentos desta cultura e aplique-os no seu dia a dia, fazendo com que os seus pequeninos cresçam felizes e equilibrados. 

  1. Laços entre mãe e filho

Até aos 5 anos de idade, as crianças japonesas têm liberdade para conhecer o mundo à sua volta e cometer erros, já que se acredita que estão numa fase de descobertas totalmente inocentes.

Os japoneses seguem o princípio Ikuji (quando a criança “primeiro é deus, e depois criado”), que diz que tudo é permitido para uma criança menor de 5 anos. Acha que o seu filho se tornaria mimado e teimoso se o deixasse fazer o que quisesse?

As mães japonesas não veem dessa forma, não reclamam, não são rigorosas e não pressionam as crianças. Pelo contrário, são gentis e suaves, guiando a criança de forma a que ela sinta que é uma pessoa boa e muito amada. Afinal, o amor é a base de tudo!

  1. Sistema Ikuji

Como referimos em cima, a educação dos mais pequenos no Japão segue o sistema Ikuji, no qual, até aos 5 anos a criança é deus, dos 5 aos 15 é um criado e, a partir dos 15, é um igual.

Este sistema pretende criar uma criança emocionalmente forte, depois um adolescente que entende a sua importância como membro de uma sociedade, onde os interesses pessoais ficam em segundo plano, e que procura o seu espaço sem subestimar o seu valor.

Quando completa 15 anos, torna-se um “igual”, que já aprendeu a respeitar os seus semelhantes e a nunca pensar que é melhor do que ninguém. Bonito, não acha?

  1. O poder da união familiar

A mãe japonesa é a grande referência e a principal responsável pela educação dos filhos. Geralmente, até aos 3 anos de idade, a criança fica totalmente entregue aos cuidados da progenitora.

Ao mesmo tempo, os pequeninos mantêm um contacto próximo dos avós e de outros parentes mais velhos e experientes, de forma a aprenderem mais sobre o valor das suas gerações familiares, inclusive a valorizar a sabedoria dos mais velhos.

Todos os dias há sempre algo novo para conhecer e bons exemplos a seguir, em especial no que toca à produtividade.

  1. Aprender pelo exemplo

No Japão, as mães não se limitam a explicar aos filhos como se faz uma determinada tarefa, pedindo-lhes para que depois a desempenhem sozinhos; elas primeiro mostram passo-a-passo como se faz e só depois pedem que os pequenos sigam o exemplo.

Segundo alguns especialistas, esta é a forma mais didática e literal de ser educar. Se o filho seguir o exemplo e não conseguir fazer a atividade, a mãe vai, de forma paciente, voltar a dar o exemplo até que ele consiga fazê-lo de forma independente. Ensinar pelo exemplo é bem mais eficaz do que simplesmente dar uma ordem. Ora experimente!

  1. O valor das emoções

Como já referimos, o amor é uma das principais premissas da educação japonesa. Por exemplo, se deseja ensinar aos filhos a importância da empatia, ou seja, a saber colocar-se no lugar do outro e a respeitar os seus sentimentos, siga o exemplo destas progenitoras, que valorizam muito os sentimentos dos seus filhos, das outras pessoas e até dos objetos.

Exemplo: Quando uma criança parte um brinquedo, a mãe diz-lhe como aquele brinquedo ficou triste por ter sido estragado; estas mulheres acreditam que este método é mais eficaz do que ralhar com a criança e castigá-la, sem sequer mencionar os sentimentos que estão presentes na atitude da criança em partir o brinquedo.

A cultura japonesa defende que quando os pequenos estão envolvidos nos sentimentos dos outros, inclusive nos da mãe, a quem eles desejam sempre agradar e ter a sua aprovação, não há espaço para a preguiça, pois as coisas têm uma razão para ser e, a cada tarefa desempenhada, vem a gratidão.

 

Curiosidade

As escolas japonesas não possuem refeitórios? As merendas (kyushoku) são servidas na sala de aulas e toda a arrumação, preparação e limpeza (souji) é feita pelos próprios estudantes em conjunto, com divisão de tarefas. A limpeza geral da escola também é dividida entre os alunos, cada turma possui responsabilidades em limpar e organizar um ambiente, como forma de respeito ao próximo e consciência social.